Resgatar a história da imigração grega no Brasil, através de documentos e relatos orais, constituindo um acervo da memória da imigração. O projeto foi iniciado em 1993, pela jornalista Vassiliki Thomas Constantinidou, com a participação de Theophilos Rifiotis e Fotini Drossini. Posteriormente contou com o apoio do Museu da Pessoa e foi aprovado para utilização da lei Rouanet na captação de recursos. A falta de patrocínio dificultou a realização da pesquisa e a captação de depoimentos dos imigrantes no cronograma estabelecido. A pesquisa realizada durante esses 16 anos, só foi concluída em 2008, com o patrocínio do SAE – Conselho dos Gregos do Exterior - que resultou na edição do livro “Os Guardiões das lembranças – Memória e História dos Imigrantes gregos no Brasil”, em 2009.

Hoje, o desafio está em dar continuidade à pesquisa e divulgar as vozes dos que se tornaram depositários da memória coletiva, contribuindo para o resgate da identidade. “Os homens morrem porque esquecem”, dizia Hesíodo, poeta do século VIII a.C. Atualmente estima-se em 40 mil os gregos e descendentes existentes no território nacional. Resgatar suas histórias é evocar o passado como elo, para humanizar nosso presente, nesse “mundo saturado de objetos sem sentido e despovoado de memória” (Ecléa Bosi).